domingo, 15 de abril de 2012

Educação Publica,Alienação social e Politicalha

              
A educação é a base de toda sociedade. O individuo desprovido desta ferramenta, torna-se facilmente um alvo da manipulação daqueles que  a detém, mas que não usam para o bem comum, e sim ,para o processo alienatório.
O Estado tem investido na propaganda  que divulga sua “boa ação social” em prol de uma educação para Todos. Porém sabe-se perfeitamente que a realidade é diferente.
Educar as crianças sem torna-las fruto da alienação governamental, sem fazê-las  seguir modelos já previamente estabelecidos, é tarefa difícil de realizar.
Não há real interesse do governo, em particular brasileiro, em formar uma geração de cidadãos  que de Norte á Sul, de Leste á Oeste sejam dotados de uma consciência capaz de analisar o verdadeiro papel politico na sociedade.
Não é do interesse politico, que nos representa, investir maciçamente  na educação publica, tornando-a  digna de premiações e imitação. Salvo em  casos raros, onde  a exceção é retirada para um exemplo comparativo de desigualdade.
O Estado de Alagoas, por exemplo, tem o maior índice de analfabetismo do Brasil, sua realidade fora das estatísticas, pode ser analisada da seguinte forma:
Uma geração politica que sucede a anterior e que conscientemente faz a população  fechar os olhos á este  pilar tão importante. Sem Educação  de qualidade não há futuros profissionais capazes de suprir as necessidades do mercado  de trabalho. Desta forma, o individuo desprovido desta ferramenta perece nas mãos da politicalha, que o levam a vender seu voto e sua consciência, para eleger mais uma vez a corja de corruptos e  tapam a boca de seu povo com a Politica do pão e circo, perpetuando os males já conhecidos como falta de segurança publica, saúde, e o analfabetismo.
Não havendo indivíduos que tenham ou tiveram acesso á educação escolar de qualidade ou ao menos educação escolar e  que possam cursar uma universidade, prestar concursos públicos, obter um emprego digno, resta apenas o trabalho forçado, a mão de obra, praticamente única ,existente no Estado de Alagoas: O corte de cana para a indústria canavieira ,que recebe o apoio de inúmeros políticos do estado.
Por esta razão investe-se pouco na educação da rede publica, ainda que se invista na educação, esta alteração é feita com passos lentos. Assim, o individuo vê-se obrigado á seguir esta regra e carecer do apoio do líder canavieiro interligado ao politico, quando não é o mesmo, para que não perca sua única forma de sustento.
A nível nacional, não se educa as crianças levando-as a refletir de cedo, não educa-se  os adolescentes  oferecendo-lhes uma educação de qualidade, com professores bem remunerados e satisfeitos, então consequentemente  o fruto desta sociedade são jovens  inconscientes  e alienados que vivem apenas para o hoje, nada mais .
O papel da Universidade é levar os jovens os jovens ao  debate  social, ao questionamento, à reflexão ,tarefa esta que torna-se difícil com a ideia de dominação politica e descaso social já enraizada. Chega-se á dizer: “É assim mesmo, não vai mudar”.
Formou-se na população a ideia que não deve-se  ir contra a ordem social vigente, há quem mande, deve haver também quem obedeça. Não se cogita a possibilidade de inverter a ordem.
O governo arma uma campanha publicitaria que leva a população á crer na bondade falsamente difundida, onde se crê que programas de irradicação do analfabetismo estão sendo implantados e tendo resultado proveitoso. Elaboram-se programas que muitas vezes não saem  do papel, onde a educação é deixada de lado, mas a imagem que fica é que tudo está indo bem.
Desta forma, há uma cadeia cíclica que tanto em Alagoas como em todo o Brasil, repete-se ano após ano.
Fica mais fácil manipular uma sociedade inteira, desprovida da ferramenta da informação, remunerando mal os professores, que vão as salas de aula, não sempre com satisfação, mas por ser sua única forma de sobrevivência, para passar o conhecimento bem obtido ou não, às crianças que já entram na escola “contaminadas” pelo germe da alienação.
 Estas voltam para casa sem a pratica da reflexão, acreditando  por si sós e pelo meio o qual estão inseridas, que estudar é algo desnecessário. Um prato cheio para a politicalha que espera só alguns anos para ter mais um cidadão desprovido de conhecimento, que não conhece a Lei, nem seus direitos e deveres, sem isto não pode ir contra a manipulação politica social.
A propaganda roubou a consciência e o governo disse-lhes que está tudo bem, quando não está, é só uma marolinha.  Volta-se para casa senta-se no sofá, acomoda-se  e aceita isso por verdade feito uma  ordem natural inquestionável  e imutável.


José Rocha
Joseasrocha@hotmail.com
Graduando em Historia
Universidade Estadual de Alagoas












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